quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O Bom é ser Ruim


O pobre persegue o ladrão por precisar do que lhe foi tirado das mãos. O rico persegue o pobre por achar que ele é o ladrão.

Uma sociedade Bandida olhando pelo vitrô á zombar do honesto.

O que era recriminado a tempos de liberdade, era a falta de honestidade e dignidade, o que hoje se tornou uma absoluta maioria que zombam do honesto miserável.

Aquele que antes desta maldita realidade esperava justiça, não esperta mais, uma ação de suas próprias mãos traz logo a suposta solução.

Sentar no banquinho da praça e administrar é valioso; tomar sorvete a tarde pro honesto zombado é custoso.

Administrar era difícil, com a vida alheia aos cuidados. O digno não tem mais tempo de sua vida cuidar mas o julgador faz isso por ele.

O passado daquele ruim que se tornou bom, torna-se esquecido quando este se ira contra a sociedade bandida e hipócrita.



Falar a verdade é coisa de louco!!!
Déia
12/03/2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Aonde esta?


Aonde Esta?
Ele é de longe, tão longe que nem se de onde veio.
Nem veio, surgiu, apareceu...
Ele é de tão longe, que meu olhar nem alcança.
Desapareceu... não veio buscar aquilo que ele deixou, mas como deixou se nem veio.
Ele é conhecido é forte é corajoso e também distante. E desconhecido é fraco é lindo é esta aqui.
Ele nem veio para dançar comigo a musica que tocou e a música parou.
Ele é de longe, mas mora aqui bem pertinho de mim. Perto de tudo longe do nada, Mas toca-lo; eu o vejo e posso senti-lo.
Nem veio, surgiu, apareceu...
Nem me ouviu, não me entendeu, eu o descobri e ele fugiu, desapareceu, nem veio.
Chegou plantou, regou, e não arrancou. Se foi, desapareceu.
Já fiz a minha búsula de areia branca, e já coloquei na minha mesinha de cabeçeira, quero ver quantas noites ele ainda vai demorar para chegar.
Apague as luzes meu amor, venha se deitar, este barulho é apenas o quebrar das ondas do mar.
Já construi um aviãozinho de revista para busca-lo, e já fiz o meu barquinho de papel para navegar até onde eu o possa encontrar.
Já rabisquei o poema que escrevi e nem tive tempo de entrega-lo.
Nem veio, surgiu, apareceu...
Sumiu, fugiu, desapareceu...
Ele é de longe tão longe e é daqui pertinho de mim.
Guardei, lembrei, falei e busquei.

Aonde ele está?

Andréia Silva (Déia)
03/06/2009